Habitação nas favelas é tema de TFG de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEOB

Habitação nas favelas é tema de TFG de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEOB

De 9 a 11 de dezembro, os graduandos em Arquitetura e Urbanismo da UNIFEOB apresentaram os Trabalhos Finais de Graduação (TFGs) nos prédios E e F do Campus Mantiqueira. Foram cerca de 40 TFGs submetidos à avaliação de bancas compostas por um orientador, um docente da UNIFEOB e um professor convidado.

O estudante Vinicius de Carvalho decidiu tratar sobre um recorte das favelas de São Paulo. “Pesquisar sobre favelas, entender sobre habitações precárias, é de muita relevância, não só para estudantes de Arquitetura, mas para toda a área de Humanas”, explica o acadêmico. “É importante para a gente compreender o que é essa realidade e entender que essas pessoas não são excluídas”.

“A gente tem trabalhos que discorrem sobre diferentes temáticas dentro de Arquitetura e Urbanismo, é um curso de grande abrangência”, ressalta o professor orientador Fabricio Godoi. “Foram temas como novas abordagens dentro de instituições educacionais ou como projetar a arquitetura de uma cidade sob a ótica feminina ou LGBTQ+, por exemplo, entre outros também muito interessantes”.

Avaliação

Para ser aprovado, o projeto deve atender a todos os requisitos do manual do TFG. “Há 11 elementos principais que cada trabalho deve ter. É preciso identificar uma problemática dentro da cidade, realizar uma pesquisa acadêmica, uma análise, para depois pensar como a Arquitetura e Urbanismo, por meio de um projeto, consegue modificar a realidade”, explica Fabricio.

Vinicius reconhece a importância desse processo. “É preciso ter um trabalho de pesquisa grande e um projeto para mostrar tudo que aprendemos e todo tipo de reflexão que tivemos durante a faculdade”. Segundo o professor, o trabalho prepara o futuro arquiteto e urbanista para todos os desafios do mercado. “Ele vai ter um entendimento dos aspectos funcionais, questões construtivas e estruturais, importantes para a estabilidade das construções, além da visão artística, de pensar o espaço habitado e construído não apenas com o olhar técnico, mas também sob a ótica da fruição das pessoas, com a intenção de fazer um mundo melhor”.