Engenharia Agronômica da UNIFEOB fecha parceria com a Bayer e é a primeira do Brasil a abordar a agricultura digital

Engenharia Agronômica da UNIFEOB fecha parceria com a Bayer e é a primeira do Brasil a abordar a agricultura digital

A multinacional alemã Bayer acaba de fechar parceria com a UNIFEOB. Assim, o Centro Universitário terá o primeiro curso de Engenharia Agronômica do Brasil a tratar a agricultura digital.

Isso é o que revela Diogo Monteiro, Representante Técnico de Vendas da Agroceres, empresa do grupo Bayer.

Na noite de 18 de setembro, representantes da multinacional estiveram na Fazenda-Escola da UNIFEOB para o lançamento da sala de agricultura digital do Centro Universitário. Nela, os estudantes terão disponível o Climate FieldView, plataforma de agricultura digital da Bayer e principal equipamento digital utilizado no mundo na atualidade.

Paulo Lazzarini, coordenador do curso de Engenharia Agronômica, afirma que a UNIFEOB está preocupada em trazer tecnologia e formar os universitários na nova agricultura, chamada de 4.0. “Ela usa informações de satélite, de imagens, de agricultura de precisão, para fazer o manejo das fazendas. E nós criamos uma sala na Fazenda-Escola com a abordagem da agricultura digital”, explica.

E a plataforma FieldView, que mais tem crescido no mundo, é a primeira a estar disponível na sala digital da UNIFEOB. “Nós fizemos essa parceria com a Bayer para treinar nossos estudantes com essa plataforma. Essa sala trará diversas empresas que já trabalham com agricultura de precisão, agricultura digital, agricultura 4.0 para compartilhar com nossos universitários o que tem de novo. Essa é a nossa proposta e estamos iniciando com a Climate FieldView”, detalha Paulo.

Segundo ele, a plataforma FieldView está presente em quase 50 milhões de hectares, com mais de 100 mil usuários nos Estados Unidos, Brasil e Canadá. “Vamos capacitar os futuros engenheiros agrônomos, adaptar essa ferramenta, difundir essa tecnologia com agricultores da região”.

A TECNOLOGIA

A FieldView é uma plataforma que tem diversas ferramentas conectadas, como dados climatológicos, dados de fertilidade do solo, também aponta se há falha de semeadura etc.

São vários dados essenciais para a agricultura que estão sendo colocados dentro da plataforma e, com um tablet, smartphone ou notebook, é possível ter em mãos todas as variáveis da agricultura em um mesmo lugar.

“Então, com certeza o agricultor terá algo que não tinha antes, que é uma visão geral e detalhada de todas as áreas e pivôs e conseguirá identificar as áreas mais promissoras e como fazer o manejo para que elas sejam mais produtivas”, diz Lazzarini.

Diogo Monteiro, da Agroceres, conta que a Climate FieldView tem como objetivo auxiliar os agricultores a aumentarem sua produtividade de forma sustentável, por meio de ferramentas digitais.

“Hoje, somos 7 bilhões de habitantes no mundo e, em 2050, seremos 9 bilhões, mas a área agricultável será a mesma. Por isso, a Bayer investe tanto em tecnologia, para aumentar a produtividade dentro de uma mesma área”.

E reforça que a UNIFEOB é a única Instituição de Ensino Superior do Brasil que está abordando a agricultura digital. “Vocês são privilegiados e eu não tenho dúvidas que o futuro da agricultura passa por isso”, aposta.

Diogo faz uma comparação entre o FieldView com o Google, dizendo que, assim como este último pode recomendar os melhores produtos aos consumidores, como tênis, relógios, entre outros, o FieldView dará as melhores recomendações do que o produtor deve fazer. “A revolução é essa e a UNIFEOB está colocando em sala de aula”.

Gustavo Pereira de Godoi, produtor de cerealista de milho e soja de Pirassununga, esteve presente no evento, pois há duas semanas está usando a plataforma FieldView. Para ele, trata-se de mais uma ferramenta que vem auxiliar muito no dia a dia do produtor, em uma tomada de decisão. “Desde dessecação, colheita, decisão de próximos híbridos, porque é uma ferramenta muito precisa”, ressalta.

Com apenas duas semanas de uso, o produtor já obteve ótimos resultados. “Assim que entrei no programa, já vieram imagens desde 2016 e elas já me ajudaram bastante a confirmar dados do passado e que me ajudam na próxima safra”, comemora e aponta que produtor sem tecnologia estará perdendo.