Durante o primeiro semestre de 2026, os estudantes do curso de Nutrição da Unifeob participaram ativamente de projetos de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) desenvolvidos no âmbito da Unidade de Estudo de Educação Alimentar e Nutricional, sob a responsabilidade da professora Glaucia Maria Navarro de Abreu Ruga.
As atividades foram planejadas com o propósito de aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades reais da população, fortalecendo o compromisso social da formação do nutricionista e contribuindo para a promoção da saúde e da qualidade de vida da comunidade.
Os projetos envolveram diferentes públicos e contextos, contemplando ações educativas voltadas para crianças, adolescentes, adultos e gestantes, por meio de palestras, rodas de conversa, atividades lúdicas, jogos, dinâmicas, campanhas de conscientização e intervenções em espaços comunitários.
Essas iniciativas permitiram aos estudantes aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolvendo competências relacionadas à comunicação, ao planejamento, ao trabalho em equipe, à liderança e à atuação interdisciplinar, além de estimular a criatividade e o comprometimento nas atividades realizadas.
A Educação Alimentar e Nutricional representa uma importante estratégia de promoção da saúde, pois busca incentivar a adoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, respeitando aspectos culturais, sociais, econômicos e ambientais. Nesse contexto, as ações desenvolvidas pelos estudantes contribuíram para ampliar o acesso da população a informações sobre alimentação, auxiliando na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, na valorização dos alimentos in natura e minimamente processados e na construção de hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis.
Além do impacto social gerado junto à comunidade, os projetos constituíram uma relevante experiência de aprendizagem para os futuros nutricionistas. Ao vivenciarem situações reais, os estudantes puderam compreender os desafios envolvidos nos processos educativos em saúde, reconhecendo a necessidade de desenvolver estratégias participativas e inclusivas capazes de promover mudanças de comportamento e maior autonomia alimentar.
As ações desenvolvidas estiveram fundamentadas nos conteúdos abordados na Unidade de Estudo de Educação Alimentar e Nutricional, incluindo conceitos e princípios da EAN, promoção da saúde, comunicação em saúde, metodologias ativas de ensino-aprendizagem, planejamento e avaliação de ações educativas, elaboração de materiais didáticos, utilização do Guia Alimentar para a População Brasileira, comportamento alimentar, formação de hábitos alimentares, rotulagem nutricional, seletividade alimentar e estratégias de intervenção nos diferentes ciclos da vida.
Esses conteúdos forneceram a base técnica necessária para que os estudantes elaborassem atividades adequadas às características e necessidades dos públicos atendidos.
Para o encerramento das atividades, os projetos foram apresentados no dia 1º de junho de 2026, em um momento de compartilhamento de experiências, reflexões e resultados alcançados. Durante as apresentações, os grupos tiveram a oportunidade de expor as metodologias utilizadas, os desafios enfrentados, as estratégias adotadas e os impactos observados nas ações desenvolvidas ao longo do semestre.
As discussões evidenciaram a relevância da Educação Alimentar e Nutricional como instrumento de promoção da saúde e de fortalecimento da autonomia dos indivíduos em relação às suas escolhas alimentares. Os estudantes destacaram a importância do contato direto com a comunidade, ressaltando como a vivência prática contribuiu para o desenvolvimento de competências profissionais, habilidades de comunicação e senso de responsabilidade social.
Segundo a professora Glaucia, todos os grupos reforçaram que a experiência proporcionou uma valiosa integração entre ensino, extensão e comunidade, permitindo a aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula em situações reais e favorecendo a compreensão do papel do nutricionista como agente de transformação social.
Além disso, as atividades possibilitaram o desenvolvimento de uma visão mais humanizada da profissão, pautada no diálogo, no respeito à diversidade cultural e na promoção da saúde de forma participativa.
