Estudante da UNIFEOB conquista o primeiro lugar no HackLab FNESP 2026: a força do jovem no centro da transformação educacional

Estudante da UNIFEOB conquista o primeiro lugar no HackLab FNESP 2026: a força do jovem no centro da transformação educacional

23/09/2026

5 min de leitura

Representando São João da Boa Vista no maior fórum de ensino superior da América Latina, equipe vencedora apresenta solução para o primeiro emprego diante de líderes do Brasil e de delegações internacionais.

Por Redação e Coluna de Tecnologia
(Com informações da coordenação do 9º HackLab FNESP e Semesp)

São João da Boa Vista voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio na maior maratona universitária de inovação do país. Durante o 28º FNESP, maior fórum de ensino superior da América Latina, realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, a equipe campeã do 9º HackLab FNESP contou com o talento e a dedicação de um estudante sanjoanense. O grupo vencedor, batizado de Grupo CAFS, foi formado pelos universitários Ana Luiza Baquião Vidigal, Arthur Demarchis Farias, Gustavo Alex da Silva Souza e por João Augusto de Freitas, aluno do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da UNIFEOB. A conquista reafirma uma tradição memorável para a nossa cidade: esta é a sexta vez que a UNIFEOB sobe ao pódio na história da competição, tendo alcançado posições de destaque em outras cinco edições anteriores. Promovido anualmente pelo Semesp com correalização da Fundacred, o evento reuniu mais de mil líderes educacionais, reitores e gestores de instituições públicas e privadas de todo o Brasil, além de delegações e especialistas internacionais de países como China, Portugal, Espanha e América Latina, consolidando um espaço de debate de nível global.

Mais do que uma competição de negócios ou uma disputa tecnológica tradicional, o grande propósito do HackLab FNESP é colocar o estudante no centro do processo educacional. Ao longo dos anos, as decisões sobre o futuro da educação superior foram tomadas em gabinetes fechados, muitas vezes distantes da realidade concreta da sala de aula. O HackLab nasceu exatamente para subverter essa lógica através da cultura maker e da inovação aberta, dando voz ativa a quem vivencia as dores do aprendizado diariamente. Para esta nona edição, o processo seletivo escolheu 28 estudantes de destaque, representando 16 instituições de ensino superior públicas e privadas espalhadas por nove estados brasileiros. Sob a coordenação do cientista da computação e professor Rodrigo Marudi, que atuou novamente como head do HackLab na organização desta edição, esses jovens foram divididos em sete equipes multidisciplinares com uma missão nobre e desafiadora: diagnosticar os impasses mais urgentes das nossas faculdades e desenvolver soluções práticas para transformar e impactar o ensino superior nacional.

A jornada dos participantes exigiu 44 horas consecutivas de trabalho intensivo e colaboração contínua. As atividades tiveram início na sede do Semesp, no tradicional bairro do Ipiranga, e seguiram pela madrugada com treinamentos em design thinking, validação de hipóteses, modelagem de negócios, inteligência artificial e estruturação de pitch. O verdadeiro diferencial dessa imersão foi proporcionar aos estudantes a rara oportunidade de apresentar suas ideias frente a frente com os principais tomadores de decisão da educação brasileira e internacional. A solução desenhada pelo Grupo CAFS, que levou o jovem sanjoanense João Augusto de Freitas ao topo da competição, atacou um dos nós mais críticos da formação universitária: a barreira da falta de experiência para ingressar no mercado de trabalho. A equipe estruturou uma plataforma capaz de integrar de forma direta e ágil as instituições de ensino com demandas, desafios e projetos reais de empresas parceiras. Dessa forma, em vez de esperar a conclusão do curso para descobrir a rotina da sua profissão, o estudante desenvolve entregas práticas durante a graduação, construindo portfólio comprovado antes mesmo de pegar o diploma.

A maturidade das propostas apresentadas impressionou a banca avaliadora e o público de dirigentes presentes no auditório. O segundo lugar do hackathon ficou com o grupo Spider Labs, que criou uma plataforma inovadora para orientar as faculdades a ensinarem seus estudantes a utilizar a inteligência artificial de forma ética, pedagógica e produtiva nos estudos, promovendo o letramento digital ativo em vez da cópia mecânica. A terceira colocação foi conquistada pela equipe Ajas, que desenvolveu um sistema inteligente e escalável capaz de cruzar as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ministério da Educação com as competências reais mais exigidas pelo mercado contemporâneo. A equipe campeã recebeu uma premiação de dez mil reais concedida pela Fundacred, bonificação individual e acesso à Mentoria Fundacred, programa voltado para dar continuidade às ideias e transformar os protótipos em negócios reais. 

Para São João da Boa Vista e para a comunidade da UNIFEOB, o resultado do 9º HackLab FNESP celebra muito mais do que um troféu: representa a confirmação de que o nosso ecossistema educacional forma talentos preparados para liderar conversas em âmbito internacional. Ver um estudante da nossa cidade ser aplaudido de pé por reitores de todo o país e por representantes de diversas nações, reforça que a educação de qualidade e com propósito prático não depende do tamanho do município, mas da coragem de inovar e de confiar na capacidade dos jovens. Quando abrimos espaço para que os universitários sejam ouvidos, consolidamos um modelo ganha-ganha onde estudantes, instituições e a sociedade prosperam juntos. Que a brilhante trajetória do Grupo CAFS e a dedicação de João Augusto de Freitas inspirem cada estudante sanjoanense a acreditar na força de suas próprias ideias, mostrando que o futuro da educação brasileira já está sendo transformado pela inteligência e pela energia da nossa terra.

COLUNA DE TECNOLOGIA | JORNAL O MUNICÍPIO

por

Amanda

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