Agrotech trouxe agropecuária digital aos visitantes

Agrotech trouxe agropecuária digital aos visitantes

As novidades tecnológicas apresentadas na Agrotech (Feira de Inovações de Tecnologia para o Agronegócio), nos dias 11, 12 e 13 de abril, na Fazenda Escola da UNIFEOB, atraíram produtores e estudantes de toda a região ao Centro Universitário.

Uma parceria da UNIFEOB com o Banco do Brasil, a Feira teve como objetivo levar aos produtores, profissionais da área e interessados o que há de mais novo no mercado em tecnologia e gestão da agricultura e pecuária.

“Passamos pela revolução da agricultura digital, a agricultura 4.0, que é o uso da tecnologia para facilitar as tomadas de decisões do produtor. Antigamente ele decidia de forma empírica e sem base em dados, hoje ele possui uma bagagem tecnológica, satélites, softwares que ajudam nas decisões mais assertivas para ter eficiência e mais sustentabilidade. E foi isso que mostramos na Agrotech”, explica Paulo Lazzarini, coordenador do curso de Engenharia Agronômica da UNIFEOB, que afirma que quem estiver fora do uso das tecnologias estará completamente fora do mercado.

Lazzarini ainda ressalta que a Feira tem importância significativa para toda a sociedade, em especial no aspecto de sustentabilidade. “Essas soluções tecnológicas contribuem para uma melhor eficiência do produtor e isso vai interferir no preço e na qualidade do alimento, na sustentabilidade do meio ambiente. Então todo mundo sai ganhando”.

Isabela Roquetto, aluna de Engenharia Agronômica da UNIFEOB e coordenadora do GESP (Grupo de Estudos de Sistema de Produção), comemora o número expressivo de visitantes. “Recebemos muitos alunos de várias escolas da região, da própria UNIFEOB, e também de produtores, agrônomos e várias pessoas do ramo”.

E ressalta a importância do contato do estudante com estas novas tecnologias. “Agrega muito conhecimento. Às vezes você vê na sala de aula e não é igual na prática. Aula de irrigação vemos os canos, dispersores, bicos de irrigação e isso gera muito conhecimento aos alunos”, diz.

Felipe Riccetto foi um dos visitantes da Agrotech. Ele é estudante do 3º ano da Escola Nasser, de Divinolândia, e pretende cursar Engenharia Agronômica. “A Feira é importante por trazer para os interessados coisas novas, como tecnologias, tratores, formas e maneiras de se adubar uma terra e maquinários. Tudo isso permite uma melhor evolução para os alunos”, opina.

Fernando Henrique Dias, professor de Geografia e Sociologia também em Divinolândia, afirma que os alunos tendo essa visão prática facilita tanto para quem tem o interesse ou para quem ainda está em dúvida se vai cursar algo nessa área. “Eles terão contato com alunos, professores de agronomia, além do contato com as técnicas realizadas, laboratórios e toda essa parte prática”.

EXPOSITORES

Cerca de 30 empresas mostraram seus produtos e tecnologias na Agrotech. E a Gênica Inovação Biotecnológica foi uma delas.

A empresa, sediada em Piracicaba, trabalha com um portfólio ligado a controle biológico de pragas, apresentando soluções para o manejo de diversas culturas, em especial em grandes culturas como cana, milho, soja, algodão, pastagem.

Leonardo Franchi, que atua no marketing da Gênica, disse que a proposta da Feira é extremamente importante. “Para os alunos é importante eles observarem que o mercado está se inovando. Se formos pensar, há 10 ou 15 era uma realidade um pouco diferente e dificilmente tinha-se um sinal em área rural. Hoje, temos empresas com softwares de precisão, mapeamento de área, mapeamento de calor, maneira de identificar doenças e isso para um aluno que está saindo para o mercado de trabalho é extremamente importante”, aponta.

O profissional ainda diz que os resultados da Gênica na Agrotech foram bastante interessantes. “Nos surpreendeu, pois, muitas pessoas nos disseram que já ouviram falar da empresa. E tem sido bacana para eles entenderem do controle biológico, uma tecnologia um pouco mais recente que já se usa há muito tempo, mas a abertura no mercado veio agora. Então esses alunos e profissionais da área já enxergam isso como uma oportunidade”.