Criador da Fosfoetanolamina realizou palestra na UNIFEOB

Criador da Fosfoetanolamina realizou palestra na UNIFEOB

O Centro Universitário UNIFEOB recebeu a visita de Gilberto Chierice, criador da “pílula do câncer”. O pesquisador tem graduação em química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, mestrado e doutorado em química pela Universidade de São Paulo, USP.

Após a criação da Fosfoetanolamina sintética, a USP distribuiu gratuitamente por 20 anos algumas pílulas para pacientes com câncer que realizavam tratamento na Universidade.

Em novembro de 2015, a substância foi suspensa pela falta de testes  realizados em humanos, por não ter a eficácia comprovada e nem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão da justiça.

No mês de outubro, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a produção e distribuição do produto.  Em novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição foi proibida.  Após o senado aprovar a liberação e Dilma Rousseff sancionar a lei, a pílula voltou a ser entregue.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a Lei que autorizava o uso da Fosfoetanolamina. “Essa decisão contraria uma situação que foi aprovada em todas as instâncias do país, poder executivo e poder legislativo”, diz Gilberto Chierice.

A polêmica entorno do efeito da pílula não para de crescer. O Ministério da Ciência divulgou que a substância tem baixo potencial contra o câncer, mas o pesquisador acredita que deva existir uma razão para a não liberação. “Se ela não faz efeito como todo mundo diz, deviam deixar. Dizer que a Fosfoetanolamina tem perigo para a saúde humana não é possível, pois ela já tem 25 anos e há pessoas vivas daquela época”.

Em visita a UNIFEOB, o pesquisador apresentou o tema aos alunos do 3º módulo do curso de Direito, o Coordenador destaca a importância da visita. “Desta forma podemos discutir a questão da pílula do câncer em termos científicos e não jurídicos, porque com relação a isso é a faculdade de direito que toma conta, aqui o aluno pode tirar diversas dúvidas sobre o assunto”, afirma Cyro Sanseverino.

Colaboração: TV União